Até que a doença nos separe, de João e Luís Jesus (opinião)



Sinopse:
   Rui e Molly são dois adolescentes que vivem nas proximidades de Nova Iorque e que frequentam a mesma escola. Aos poucos, os dois envolvem-se como namorados, mas as coisas não vão ser tão simples como eles estavam à espera. Por um lado, Rui descobre que padece de um cancro, que põe em causa a sua saúde. E por outro lado, uma série de estranhos crimes abala a sua comunidade escolar e transforma-os até em suspeitos.
   Estará o amor de Rui e Molly condenado pela doença e pelos inesperados eventos que se sucedem, ou será que o namoro dos dois perdurará para além destes nefastos acontecimentos?
​   Um livro destinado a todos os jovens que gostam de histórias de acção e de... amor!

Opinião:
   Assim que vi a capa e o título deste livro, pensei que gostaria muito de ter oportunidade de o ler. A meu ver, é um daqueles livros que nos chama à atenção logo por estas duas características pois, tanto a capa como o título são bastante apelativos. 
   O livro começa com uma nota de autor de que gostei mesmo muito, e considero ser bastante original, uma vez que é muito diferente da escrita que se costuma encontrar habitualmente nesta secção de um livro. 
   A linguagem utilizada no livro é simples e jovem o que faz com que a leitura seja leve e rápida. No meu caso, li apenas numa tarde! 
   Ao longo da narrativa, existem diversas referências a séries, filmes e livros que penso revelarem um pouco os gostos dos escritores da história. Por exemplo, eu sou fã da saga Star Wars e vejo a série Fear The Walking Dead, por isso acabei por me identificar com essas preferências que são colocadas na narrativa. Existem, também neste âmbito, referências a diversas músicas e ainda a provérbios. Mas penso que a “cereja no topo do bolo” seja mesmo o facto do escritor John Green ter uma pequena participação na narrativa e existir uma forte referência às suas obras. 
   Quanto aos personagens, o Rui é forte, cheio de vida e esperança. Já a Molly é enérgica, bem-disposta e cheia de ideias, defendendo o que é certo independentemente das consequências. 
   Este é um livro que retrata o típico dia-a-dia de adolescentes com os seus dramas pessoais, incluindo a vida escolar e os seus amores. Não é um livro tão “pesado” em termos emocionais como eu esperava devido ao tema que é abordado. Acaba por entrar por outras temáticas muito interessantes tendo um toque de thriller/suspense que foi uma agradável surpresa e tornou o livro mais intrigante. 
   Posto isto, o início pode parecer mais parado mas, à medida que a história avança, vai prendendo a nossa atenção e dá-nos vontade de devorar capítulos para descobrirmos o final. 
   O único ponto menos positivo é o facto de existir alguma falta de rigor científico no que toca à doença abordada, mas os autores são jovens, e trata-se de um romance, por isso este facto acaba por ser compreensível e não afectar a beleza do livro. 
   Este é apenas o primeiro romance de escritores muito jovens por isso, a meu ver, penso que fizeram um bom trabalho e têm com certeza muito mais histórias para nos maravilhar no futuro. 
   Recomendo a todos os que gostam de histórias de amor e suspense, principalmente para o público mais jovem.

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