Um thriller arrepiante, mais de três milhões de exemplares vendidos

   Há 70 mil anos, a erupção de um supervulcão na Indonésia quase levou a raça humana à extinção. Sobrevivemos, mas nunca ninguém percebeu como, nem porquê. Até agora.
   Os Immari, uma sociedade secreta de contornos maçónicos, guardam o segredo há dois mil anos. E desde então têm feito de tudo para evitar que seja revelado. Até que, na costa da Antártida, a erosão de um iceberg revela um submarino nazi há muito desaparecido – acoplado a uma estrutura que não devia, nem podia, estar ali. A milhares de quilómetros, num laboratório em Jacarta, a brilhante investigadora Dra. Kate Warner acredita ter descoberto finalmente a cura para o autismo. Mal sabe ela, porém, que duas das crianças que acompanha, e que revelam um comportamento invulgar, podem esconder a chave para a compreensão das origens da nossa espécie. E não imagina que as suas experiências estão a ser seguidas de muito perto pelos Immari.
   David Vale, um agente que há anos vigia a perigosa seita dos Immari, percebe entretanto que algo de estranho está a acontecer. Os serviços secretos onde trabalha estão sob ataque, sucedem-se as mortes, e ele é o próximo alvo a abater. E sabe que apenas uma pessoa no mundo o pode ajudar a solucionar o enigma: a Dra. Kate Cooper.
   Juntos irão envolver-se numa intriga internacional, que os levará a percorrer meio mundo, dos cumes gelados do Tibete ao calor asfixiante da Indonésia, numa corrida contra o tempo, em que está em jogo a sobrevivência da raça humana

O Autor
   A.G. Riddle passou dez anos a criar empresas na internet antes de se retirar para perseguir a sua verdadeira paixão: escrever ficção.
   O seu primeiro romance, "The Atlantis Gene", é o primeiro livro de "The Origin Mystery", a trilogia que vendeu um milhão de cópias nos EUA, está a ser traduzido para 19 idiomas e está em desenvolvimento na CBS Films para ser adaptado ao cinema.
      Riddle cresceu numa pequena cidade nos Estados Unidos (Boiling Springs, Carolina do Norte) e formou-se na UNC-Chapel Hill. Durante o seu segundo ano de faculdade, começou a sua primeira empresa com um amigo de infância. Actualmente mora na Flórida com a sua esposa, que apoia as suas várias idiossincrasias em troca de ser a primeira a ler os seus novos romances.

Sinopse:
   Será possível termos um futuro sem conhecermos o nosso passado?
   Clemency Smittson foi adoptada em bebé, e a única ligação à mãe biológica é um berço de cartão com borboletas pintadas à mão. Agora adulta, e em constante conflito com sentimentos de perda e rejeição, decide mudar drasticamente de vida e voltar a Brighton, a cidade onde nasceu.
   Mas Clem não sonha que é lá que vai encontrar alguém que sabe tudo sobre a sua caixa das borboletas e a verdadeira história dos seus pais biológicos.
   E quando percebe que nem tudo é o que parece, e que talvez tenha sido injusta com aqueles que mais a amam, haverá tempo para recuperar o que foi perdido?

Opinião:
   Sei que este livro já saiu há bastante tempo mas só agora tive oportunidade de o ler. Esta é a escritora favorita da minha melhor amiga, e por isso acabo por nunca comprar os seus livros pois ela empresta-mos sempre.
   Comecei a história com expectativas muito elevadas e acabou por realmente não me desiludir. Gosto muito da forma de escrita da Dorothy e este livro mais uma vez vem provar-nos que esta autora consegue sempre prender-nos da primeira à última página, mesmo que as páginas sejam muitas.
   Este livro apresenta-nos Clem, a personagem central, que é uma mulher muito forte, lutadora e determinada. Contudo, devido à sua história de vida ainda não se encontrou a si mesma e procura o seu lugar no mundo, sentindo sempre que nunca pertence a parte alguma.
   É quase impossível não simpatizarmos com esta personagem, foi sem dúvida uma as minhas personagens favoritas criadas pelas Dorothy. Penso que a sua história de adopção está muitíssimo bem relatada e que tanto os factos de vida como a nível sentimental se encontram muito próximos da realidade, e isso foi algo que me surpreendeu e agradou imenso.
   Adorei a forma como a história nos vai sendo revelada, como no início parece não existir ligações entre os diferentes personagens mas depois todos se encontram interligados. Considero também muito interessante a mistura entre os factos do passado e do presente, que se vão revelando aos poucos para compor toda a narrativa, tornando a história ainda mais cativante.
   Além da adopção, este livro conta ainda com outros temas fortes mas bastante interessantes, tais como: racismo, eutanásia, traição, ciúme, inveja, choque de culturas e costumes, bem como o verdadeiro significado de família.
   A parte mais estranha para mim foi mesmo a relação da Clem com o marido e a forma como isso tem impacto na sua vida e nas relações que poderia ter construído posteriormente. Não é uma relação muito saudável e acaba por não acrescentar muita coisa à história.
   Ainda assim, de um modo geral, este é sem dúvida uma dos meus livros favoritos desta escritora. Recomendo a sua leitura, não só a todos os fãs da escritora mas, essencialmente a todos os fãs de um bom romance com factos reais, com situações e sentimentos que poderiam ser vividos por qualquer um de nós, e que nos deixam a reflectir sobre os nossos valores e sobre qual seria a nossa posição nessas mesmas situações.

Classificação:
Ano de Edição / Impressão / 2018
Número Páginas / 384 
Dimensões / 235 x 24 x 156 mm 
Editora / DOM QUIXOTE

   Baseado em factos históricos, O Samurai conta-nos a jornada de alguns dos primeiros japoneses a pisar solo europeu e o consequente choque de culturas.
   Uma recriação emocionante de uma viagem repleta de perigos e sofrimento, que é também um admirável testemunho de resiliência e fé. Em 1613, o sonho do padre Velasco torna-se realidade. Pela primeira vez, os japoneses vão atravessar o oceano Pacífico. E ele irá com eles como intérprete. Ao embarcar com um grupo de samurais com destino ao México, indo depois a Espanha e finalmente a Roma, a sua zelosa esperança é que, iniciando relações com o mundo ocidental, o Japão se torne maduro para a conversão ao cristianismo – com ele como bispo. Mas o destino tem outros planos para o padre Velasco.
   Mais do que um romance histórico sobre os primeiros contactos entre Oriente e Ocidente, O Samurai é uma profunda reflexão sobre fé, honra, ambição e resistência humana, todos eles temas que Endo sempre abordou com incomparável acuidade e engenho. Galardoado com o Prémio Noma, um dos mais importantes prémios literários do Japão, O Samurai estabeleceu um marco incontornável no romance japonês do século xx.

O Autor
   Apontado como um dos mais refinados escritores do século XX, Shusaku Endo (1923- 1996) escreveu a partir da perspectiva fora do comum de ser japonês e católico. Nascido em Tóquio, Endo foi baptizado aos 12 anos, numa altura em que os cristãos representavam menos de 1% da população japonesa. Formou-se em Literatura Francesa, pela Universidade de Keio, e estudou durante algum tempo em Lyon como Bolseiro do Governo japonês. 
   O seu estilo de escrita tem sido sucessivamente comparado ao de Graham Greene, que aliás o considerava um dos maiores escritores do século XX. 
   De entre as suas obras mais representativas, além de Silêncio, destacam-se também O Samurai e Rio Profundo. Shusaku Endo foi galardoado com os mais importantes prémios literários do seu país, e por diversas vezes nomeado para o Prémio Nobel de Literatura. Silêncio está a ser adaptado ao cinema por Martin Scorsese, em parceria com o argumentista Jay Cocks (Gangs de Nova Iorque), um projecto que há mais de uma década procura concretizar.

   No inicio desta semana mostrei-vos as minhas aquisições e hoje dou-vos a conhecer a minha frase favorita de cada uma das minhas leituras de Junho, e as palavras que penso que melhor descrevem esses livros.
   Em Junho, tive a oportunidade de ler 5 livros, exactamente o mesmo número que no mês anterior, nenhum deles em formato ebook. 
   Gostei de todos os livros que li mas dou especial destaque para o livro "Os muitos nomes do amor" pois é um livro cativante e com temas intensos que nos deixam colados à leitura desde as primeiras páginas.
   Em Junho, voltei a não ter nenhuma desilusão com as minhas leituras e gostei de todas, cada uma por razões diferentes. 
   Deixo-vos então as frases escolhidas das minhas leituras de Junho que se encontram, como sempre, apresentadas pela ordem em que li os livros.

1. "O Fruto Proibido", de Jodi Ellen Malpas
Frase: "O Karma não é só um filho-da-mãe. É um psicopata bárbaro."
Numa palavra: proibido.

 2. "Já Te Disse Que Te Amo?", de Estelle Maskame
Frase: "O perdão não é coisa que nos seja devida: temos de nos esforçar por o conquistar."
Numa palavra: irmãos.

3"Nothing Less", de Anna Todd
Frase: "O tempo é uma daquelas forças inevitáveis que os seres humanos não controlam. Uma das poucas, na verdade."
Numa palavra: revelações.

4. "Foste Sempre Tu", de Carrie Elks
Frase: "Fechando os olhos, a jovem lembrou a si mesma que nada a poderia magoar, que ia correr tudo bem e repetiu o mantra que o seu terapeuta lhe ensinara: o meu coração bate, ainda respiro, consigo fazer isto."
Numa palavra: felicidade.

5. "Os Muitos Nomes do Amor", de Dorothy Koomson
Frase: "Com o amor, às vezes, há uma surpresa ao virar de cada esquina, uma oportunidade de crescer, aprender e descobrir que, afinal, somos perfeitos tal como somos."
Numa palavra: família.

   Como foi o vosso mês de Junho em termos de leituras? Já leram algum destes livros ou algum faz parte da lista de leitura? Das frases que elegi, qual foi a vossa favorita? Aguardo os vossos comentários.
    Até breve...