Sinopse:
   Um cão-guia tem uma missão extraordinária: ser os olhos de quem não vê. A relação que se estabelece entre um cão-guia e o seu dono é baseada numa confiança e cumplicidade enormes. É desta profunda ligação que nos fala este livro.
   Cross é um cão-guia muito divertido e brincalhão. Mario é um jovem invisual que está prestes a começar uma nova etapa da sua vida. Juntos, vivem mil e uma peripécias, aventuras, derrotas e triunfos e tornam-se absolutamente inseparáveis.
   Através dos meus pequenos olhos é um relato emocionante que narra as peripécias de Cross no mundo dos humanos e nos traz uma perspectiva diferente sobre o seu e o nosso mundo.

Opinião:
   Quem segue o blog há algum tempo já sabe que tenho um cão, o Lord, um Golden Retriever lindo e maravilhoso que amo de todo o coração... posto isto, tinha plena consciência que este livro tinha que fazer parte da minha estante e que quando o fosse ler existia uma forte possibilidade de lágrimas associadas. Ora este livro provocou tudo isso e muito mais...
   É um livro diferente que nos é contado através da perspectiva do cão (Cross), isso pode ser motivo de estranheza para quem não tem uma ligação próxima com os animais mas, para mim, tornou-se um dos factos mais apetecíveis e engraçados deste livro. O escritor faz esta abordagem com mestria e demonstra todos os conhecimentos, amor e interesse que tem pelos animais, em especial pelo seu cão-guia pois, caso não saibam, o escritor perdeu a visão e tem o seu maravilhoso cão que o acompanha sempre.
   A visão do cão demonstra o quanto os animais são inocentes e como por vezes os nossos actos, que a nós nos parecem simples e sem importância, acabam por confundi-los ou magoá-los ainda que não tenhamos essa intenção. Ao ler este livro, ficamos realmente a pensar que o mundo dos humanos, aquele onde todos nós vivemos, está cheio de situações complexas e muitas vezes desnecessárias que impomos a nós próprios ou que a sociedade nos impõe. A vida, pelos olhos deste cão, acaba por nos parecer muito mais simples e genuína.
   Ainda assim, há todo um lado ligado à função dos cães-guia sobre o qual nunca tinha pensado e com este livro adquiri muito mais conhecimentos sobre este aspecto, ficando com vontade de aprofundar este tema. É muito interessante ver a evolução do treino do Cross mas mais ainda a forma como a relação entre o cão-guia e o seu dono cresce e se torna em algo único e indispensável para as duas partes envolvidas. 
   Ao abordar o tema dos cães-guia e dos seus donos, é inevitável que o livro toque em pontos que nos chamam à atenção para o facto de pessoas com deficiência visual terem que enfrentar todos os dias muitos obstáculos, que passam ao lado de todos aqueles que não têm esta condição. É um pouco colocar o dedo na ferida e chamar à atenção para a desigualdade que existe entre pessoas com e sem deficiência, seja de que tipo for. 
   Por tudo isto, este é um livro intenso, cheio de ternura, que nos faz reflectir sobre diversas situações do dia-a-dia e nos leva do riso às lágrimas de forma muito fácil. Recomendo a sua leitura a todos os que estejam curiosos com tudo o que descrevi anteriormente mas sobretudo àqueles que, tal como eu, têm um animal de estimação, amam-no incondicionalmente e o consideram parte da família.

   Classificação:

   Já estamos na terceira, e penúltima, quinta-feira do mês Julho e com ela trago-vos um novo post relacionado com a sétima arte. Através deste post têm, como sempre, acesso a todas as estreias de filmes que podem ver no cinema.
   Esta semana podem ver os seguintes filmes nas salas de cinema:

               


               

   Se desejarem mais informações sobre algum dos filmes podem, como já é habitual, clicar nos respectivos cartazes, e serão redireccionados para a página de cada um deles. 
   Das estreias da semana, tenho muita curiosidade em ver os filmes "Mama Mia! Here We Go Again" e "The Equalizer 2" pois amei os primeiros e quero muito descobrir como estão as suas sequelas.
   E vocês? Esperam assistir a algum destes filmes no cinema? Contem-me tudo nos comentários.
   Até breve...

Um thriller arrepiante, mais de três milhões de exemplares vendidos

   Há 70 mil anos, a erupção de um supervulcão na Indonésia quase levou a raça humana à extinção. Sobrevivemos, mas nunca ninguém percebeu como, nem porquê. Até agora.
   Os Immari, uma sociedade secreta de contornos maçónicos, guardam o segredo há dois mil anos. E desde então têm feito de tudo para evitar que seja revelado. Até que, na costa da Antártida, a erosão de um iceberg revela um submarino nazi há muito desaparecido – acoplado a uma estrutura que não devia, nem podia, estar ali. A milhares de quilómetros, num laboratório em Jacarta, a brilhante investigadora Dra. Kate Warner acredita ter descoberto finalmente a cura para o autismo. Mal sabe ela, porém, que duas das crianças que acompanha, e que revelam um comportamento invulgar, podem esconder a chave para a compreensão das origens da nossa espécie. E não imagina que as suas experiências estão a ser seguidas de muito perto pelos Immari.
   David Vale, um agente que há anos vigia a perigosa seita dos Immari, percebe entretanto que algo de estranho está a acontecer. Os serviços secretos onde trabalha estão sob ataque, sucedem-se as mortes, e ele é o próximo alvo a abater. E sabe que apenas uma pessoa no mundo o pode ajudar a solucionar o enigma: a Dra. Kate Cooper.
   Juntos irão envolver-se numa intriga internacional, que os levará a percorrer meio mundo, dos cumes gelados do Tibete ao calor asfixiante da Indonésia, numa corrida contra o tempo, em que está em jogo a sobrevivência da raça humana

O Autor
   A.G. Riddle passou dez anos a criar empresas na internet antes de se retirar para perseguir a sua verdadeira paixão: escrever ficção.
   O seu primeiro romance, "The Atlantis Gene", é o primeiro livro de "The Origin Mystery", a trilogia que vendeu um milhão de cópias nos EUA, está a ser traduzido para 19 idiomas e está em desenvolvimento na CBS Films para ser adaptado ao cinema.
      Riddle cresceu numa pequena cidade nos Estados Unidos (Boiling Springs, Carolina do Norte) e formou-se na UNC-Chapel Hill. Durante o seu segundo ano de faculdade, começou a sua primeira empresa com um amigo de infância. Actualmente mora na Flórida com a sua esposa, que apoia as suas várias idiossincrasias em troca de ser a primeira a ler os seus novos romances.

Sinopse:
   Será possível termos um futuro sem conhecermos o nosso passado?
   Clemency Smittson foi adoptada em bebé, e a única ligação à mãe biológica é um berço de cartão com borboletas pintadas à mão. Agora adulta, e em constante conflito com sentimentos de perda e rejeição, decide mudar drasticamente de vida e voltar a Brighton, a cidade onde nasceu.
   Mas Clem não sonha que é lá que vai encontrar alguém que sabe tudo sobre a sua caixa das borboletas e a verdadeira história dos seus pais biológicos.
   E quando percebe que nem tudo é o que parece, e que talvez tenha sido injusta com aqueles que mais a amam, haverá tempo para recuperar o que foi perdido?

Opinião:
   Sei que este livro já saiu há bastante tempo mas só agora tive oportunidade de o ler. Esta é a escritora favorita da minha melhor amiga, e por isso acabo por nunca comprar os seus livros pois ela empresta-mos sempre.
   Comecei a história com expectativas muito elevadas e acabou por realmente não me desiludir. Gosto muito da forma de escrita da Dorothy e este livro mais uma vez vem provar-nos que esta autora consegue sempre prender-nos da primeira à última página, mesmo que as páginas sejam muitas.
   Este livro apresenta-nos Clem, a personagem central, que é uma mulher muito forte, lutadora e determinada. Contudo, devido à sua história de vida ainda não se encontrou a si mesma e procura o seu lugar no mundo, sentindo sempre que nunca pertence a parte alguma.
   É quase impossível não simpatizarmos com esta personagem, foi sem dúvida uma as minhas personagens favoritas criadas pelas Dorothy. Penso que a sua história de adopção está muitíssimo bem relatada e que tanto os factos de vida como a nível sentimental se encontram muito próximos da realidade, e isso foi algo que me surpreendeu e agradou imenso.
   Adorei a forma como a história nos vai sendo revelada, como no início parece não existir ligações entre os diferentes personagens mas depois todos se encontram interligados. Considero também muito interessante a mistura entre os factos do passado e do presente, que se vão revelando aos poucos para compor toda a narrativa, tornando a história ainda mais cativante.
   Além da adopção, este livro conta ainda com outros temas fortes mas bastante interessantes, tais como: racismo, eutanásia, traição, ciúme, inveja, choque de culturas e costumes, bem como o verdadeiro significado de família.
   A parte mais estranha para mim foi mesmo a relação da Clem com o marido e a forma como isso tem impacto na sua vida e nas relações que poderia ter construído posteriormente. Não é uma relação muito saudável e acaba por não acrescentar muita coisa à história.
   Ainda assim, de um modo geral, este é sem dúvida uma dos meus livros favoritos desta escritora. Recomendo a sua leitura, não só a todos os fãs da escritora mas, essencialmente a todos os fãs de um bom romance com factos reais, com situações e sentimentos que poderiam ser vividos por qualquer um de nós, e que nos deixam a reflectir sobre os nossos valores e sobre qual seria a nossa posição nessas mesmas situações.

Classificação: