O Festival do Chocolate de Agualva e Mira Sintra é organizado pela União de Freguesias de Agualva Mira Sintra, em parceria com a "Trás eventos". 
   Este evento irá oferecer aos seus visitantes deliciosos e doces momentos com sabor a chocolate. Irão estar presentes igualmente alguns stands com doçaria regional portuguesa, tascas e uma pequena mostra de artesanato. 
   Animação de Rua temática.

Os Guias de Viagem Porto Editora – DK mostram o que os outros só contam


   Hoje, dia 3 de Março, a Porto Editora publica oito novos destinos para descobrir à boleia da colecção de guias de viagem mais populares do mundo. 
   Um ano após o relançamento desta colecção pela Porto Editora, à já extensa lista de destinos juntam-se agora Espanha, Roma e Turquia, na versão Guia de Viagem Porto Editora – DK, e cinco destinos para explorar no prático formato Top 10: Budapeste, Copenhaga, Marraquexe, Milão e os Lagos, e ainda Munique.
   Estas novas edições dos famosos guias da Dorling Kindersley foram totalmente revistas e actualizadas. Incluem itinerários, fotografias, ilustrações, imagens em 3D, muitas dicas e agora, em alguns destes guias, um mapa desdobrável. As versões Top 10 listam tudo o que não pode perder nos destinos a visitar, mostrando-lhe o que cada cidade tem de melhor. São dezenas de listas em formato top 10 com as informações necessárias para planear uma viagem perfeita: desde as 10 melhores cervejarias de Munique aos 10 melhores hammams de Marraquexe.
   Todos os destinos e guias disponíveis na colecção Guias de Viagem Porto Editora – DK estão em destaque na página especial guiasdeviagem.portoeditora.pt


Sobreviveu 8 dias sozinha na selva a um acidente de avião com água da chuva

   Quando a jovem Annette Herfkens, uma das poucas traders internacionais em Wall Street, e o noivo embarcaram no voo Vietnam Airlines 474 em Ho Chi Minh City, eram apenas dois passageiros que iam para uma escapadela romântica, alheios ao momento fatídico que destruiria os seus sonhos para sempre. O avião caiu numa montanha, deixando Annette presa na selva vietnamita como única sobrevivente. O que se seguiu foi uma incrível história de sobrevivência, mistério e espírito superior. 
   Nesta história de vida, Annette descreve como sobreviveu oito dias sozinha na selva com apenas água da chuva para sustentá-la. Treze anos depois do acidente, Annette voltou ao Vietname para escalar a montanha, lançando uma nova luz sobre alguns mistérios que se mantinham desde essa altura. Através de flashbacks, Annette revela como usou as lições aprendidas na selva vietnamita para celebrar o seu filho autista na selva de Upper East Side, em Nova Iorque. 
   Este livro inspirador quebra tantas fronteiras como a própria protagonista. Observadora atenta, Annette escreve com humor franco e mordaz sobre a perda, o amor, a resiliência e a espiritualidade de uma forma refrescante e terra-a-terra. O seu livro permite-nos conhecer a mente e o coração de uma verdadeira sobrevivente.

   "A felicidade não é ter o que se quer, mas querer o que se tem."

   Tinham planeado um encontro romântico: Annette Herfkens, jovem trader bem-sucedida de Wall Street, visita o noivo no Vietname.
   No entanto, o fim de semana romântico transforma-se num pesadelo: o avião no qual o casal pretende voar até ao litoral choca contra uma montanha. Todos os ocupantes, exceto Annette, morrem. Sozinha, ela sobreviveu oito dias na selva… e aprendeu o que realmente é importante na vida...

   «Em Turbulência, Annette Herfkens coloca ideias e ensinamentos espirituais em prática (…) de uma forma concisa e fascinante.»
Deepak Chopra

   «Este é um livro para aqueles que querem ver para lá do milagre…»
Jackson Taylor, autor de The Blue Orchard

   «Uma história comovente de sobrevivência física e psicológica.»
Kirkus Reviews

   «Annette Herfkens conta a sua experiência como única sobrevivente de um acidente de avião no Vietname, com a perda do noivo (…). Escrevendo com honestidade e sagacidade sobre os muitos desafios que enfrentou como esposa, mãe, e profissional no mundo da banca, o seu espírito indomável inspira-nos.»
Mary Sue Rosen, autora de Africa Written Down

   Não me lembro se já tinha referido aqui no blog mas a verdade é que gosto muito de poesia, ainda que ultimamente não tenha lido muita coisa dentro deste género literário. No outro dia estava a ver algumas notícias e deparei-me com o site da Vortex Magazine que apresentava estes 5 poemas como sendo os mais belos que foram escritos em português. Posto isto, decidi partilhá-los aqui convosco.

1. O mostrengo - Fernando Pessoa

O mostrengo que está no fim do mar
Na noite de breu ergueu-se a voar; 

A roda da nau voou três vezes,
Voou três vezes a chiar,
E disse: «Quem é que ousou entrar
Nas minhas cavernas que não desvendo,
Meus tectos negros do fim do mundo?»
E o homem do leme disse, tremendo:
«El-Rei D. João Segundo!»

«De quem são as velas onde me roço?
De quem as quilhas que vejo e ouço?»
Disse o mostrengo, e rodou três vezes,
Três vezes rodou imundo e grosso.
«Quem vem poder o que só eu posso,
Que moro onde nunca ninguém me visse
E escorro os medos do mar sem fundo?»
E o homem do leme tremeu, e disse:
«El-Rei D. João Segundo!»


Três vezes do leme as mãos ergueu, 
Três vezes ao leme as reprendeu, 
E disse no fim de tremer três vezes: 
«Aqui ao leme sou mais do que eu: 
Sou um povo que quer o mar que é teu; 
E mais que o mostrengo, que me a alma teme 
E roda nas trevas do fim do mundo, 
Manda a vontade, que me ata ao leme, 
De El-Rei D. João Segundo!»


2. Língua Portuguesa - Olavo Bilac

Última flor do Lácio, inculta e bela,
És, a um tempo, esplendor e sepultura:
Ouro nativo, que na ganga impura
A bruta mina entre os cascalhos vela
Amo-se assim, desconhecida e obscura
Tuba de algo clangor, lira singela,
Que tens o trom e o silvo da procela,
E o arrolo da saudade e da ternura!
Amo o teu viço agreste e o teu aroma
De virgens selvas e de oceano largo!
Amo-te, ó rude e doloroso idioma,
Em que da voz materna ouvi: "meu filho!",
E em que Camões chorou, no exílio amargo,
O gênio sem ventura e o amor sem brilho!



3. Quando - Sophia de Mello Breyner

Quando o meu corpo apodrecer e eu for morta 
Continuará o jardim, o céu e o mar, 
E como hoje igualmente hão-de bailar 
As quatro estações à minha porta. 

Outros em Abril passarão no pomar 
Em que eu tantas vezes passei, 
Haverá longos poentes sobre o mar, 
Outros amarão as coisas que eu amei. 

Será o mesmo brilho, a mesma festa, 
Será o mesmo jardim à minha porta, 
E os cabelos doirados da floresta, 
Como se eu não estivesse morta.


4. Mar português - Fernando Pessoa

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu. 



5. Amor é fogo que arde sem de ver - Luís de Camões

Amor é um fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói, e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente;
É nunca contentar-se e contente;
É um cuidar que ganha em se perder;

É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata, lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?



   Não sei se estes são efectivamente os poemas mais belos, pois poderia acrescentar aqui muitos outros, mas gosto imenso de alguns dos que se encontram nesta selecção. E vocês? Gostam de poesia? Conheciam estes poemas? Contem-me tudo nos comentários.
   Até breve...