Ano de Edição / Impressão / 2019
Número Páginas / 400
Dimensões / 234 x 24 x 156 mm
ISBN / 9789896606565
Editora / CASA DAS LETRAS

   Natural de Ilam (Irão), Behrouz Boochani, jornalista curdo-iraniano, foi preso em 2013 quando tentava a sua sorte – chegar à Austrália para pedir asilo. A viagem de barco entre a Indonésia e aquele país não correu como planeado e foi detido por tentar entrar sem visto. Há 6 anos aguarda, juntamente com outros 600 refugiados, resposta ao pedido de asilo que fez à Austrália num centro de detenção de migrantes na ilha de Manus, na Papua Nova Guiné. Inicialmente, o jornalista e defensor dos direitos humanos foi enviado para o centro de reclusão, onde passou 5 anos, mas depois passou para um alojamento alternativo na ilha. 

   O principal objectivo de Sozinho nas Montanhas é que o resto do mundo saiba o que se passa nas ilhas de Manus e Nauru, «um sistema que tortura pessoas inocentes». O livro não foi escrito em papel ou num computador, mas sim com recurso a um telemóvel, através do envio de milhares de mensagens, a maioria através da aplicação Whatsapp, durante cinco anos e traduzidas a partir de Farsi. Já em 2019, Sozinho nas Montanhas conquistou os prémios de literatura e de não-ficção no Victorian Premier’s Literary Awards, atribuídos pelo país que o mantém cativo.
   É a voz de uma testemunha, um ato de sobrevivência. Um relato lírico na primeira pessoa. Um grito de resistência. Um retrato vívido de cinco anos de exílio e encarceramento.



   A imigração na Lisboa do pós-25 de Abril narrada com perícia e desassombro no romance de estreia de Luísa Semedo 

   O canto da Moreia esconde os dramas e as dificuldades que resultam do desenraizamento, do racismo, da violência e das dependências. 
   É um romance de estreia com um olhar de dentro de uma realidade incómoda e de profunda invisibilidade: a dos imigrantes votados à vida nos bairros periféricos, à indiferença e xenofobia no país que os acolhe, à difícil integração na sociedade que os rodeia. Antes de emigrar para França e se doutorar em Filosofia na Universidade Paris-Sorbonne, Luísa Semedo, a autora deste O canto da Moreia, viu a face desta realidade, tendo vivido no Bairro da Serafina durante 24 anos. E é desta vivência que se faz o seu desassombrado e poderoso romance de estreia.
   Em dez capítulos (que correspondem a dez espaços diferentes), Luísa Semedo narra a história de Eugénio, um jovem imigrante cabo-verdiano na Lisboa pós 25 de Abril. Como tantos outros, a sua condição de migrante relega-o para as margens da sociedade, desenraizando-o e colocando-o à mercê de um único confidente: a Moreia, o escape no alcoolismo. Vencido na sua ambição de busca do Conhecimento Universal, é este Canto que o acompanha na Queda.
   A partir da relação entre o protagonista e o mundo que o rodeia – a família, a fábrica, o bairro – e recorrendo às memórias bem vivas da infância e juventude vividas no Bairro da Serafina, a autora explora, as questões de identidade, raízes, a solidão, as dependências e, inevitavelmente, a xenofobia e o racismo normalizado nesta Lisboa da pós Revolução de Abril.
   O canto da Moreia será apresentado no dia 10 de Outubro, às 19:00, na Librairie Portugaise & Brésilienne M. Chandeigne, em Paris e no dia 19 de Novembro, às 18:00, na Livraria da Travessa em Lisboa.

SOBRE O LIVRO
   Após uma atribulada viagem de barco, Eugénio, jovem órfão nascido em Cabo Verde, chega a Lisboa pela mão do padre Chico. Esperançoso em aprender o Conhecimento Universal, confiante num futuro promissor, carrega consigo a soberba das suas destrezas intelectuais e o peso de um segredo de família que o perseguirá até ao fim da vida.
   Eugénio partilha o segredo com a Moreia, figuração do álcool, que o acompanha na Queda. Eugénio vai debater-se com os seus demónios pessoais ao mesmo tempo que luta por um lugar de homem integrado na sociedade portuguesa pós-25 de Abril.
   Tendo como originalidade ser contado em dez capítulos que correspondem a dez espaços distintos, O canto da Moreia tem como pano de fundo a história da integração e desenraizamento das populações imigradas das ex-colónias, abordando de forma desassombrada temas como a solidão, o racismo, a violência doméstica e as dependências.

SOBRE A AUTORA
   Luísa Semedo nasceu em Lisboa, em 1977, e viveu até aos 24 anos no Bairro da Serafina, antes de emigrar para França. É doutorada em Filosofia pela Universidade Paris-Sorbonne. Nos últimos anos tem exercido uma actividade intensa como dirigente associativa. Leciona a cadeira de Criação e Gestão de Associações e ONG na Universidade Clermont-Auvergne e preside a associação MigraCult. É conselheira das Comunidades Portuguesas e presidente do Conselho Regional Europa do CCP. Venceu, em 2017, o primeiro lugar do Prémio Literário e de Ilustração Eça de Queiroz com o conto Céu de Carvão, Mar de Aço, editado posteriormente na colectânea “Desafios da Europa” pela Editora Livros de Ontem. O seu conto O Arroz é Proibido foi seleccionado em 2018 para a terceira antologia de contos do Centro Mário Cláudio. É a autora do prefácio Viagens Anteriores do segundo volume da antologia “Poetas Lusófonos na Diáspora”, publicado pela Oxalá Editora, em 2018.
Ano de Edição / Impressão / 2019
Número Páginas / 152
Dimensões / 235 x 11 x 157 mm
ISBN / 9789722068215
Editora / DOM QUIXOTE

   Cansado de a ver desocupada, o tio da narradora arranja-lhe um emprego num banco para trabalhar com uma avaliadora de obras de arte. E, contra todas as expectativas, o ofício torna-se absolutamente fascinante, não só pelas incríveis descobertas que faz sobre falsificações, mas sobretudo pelas histórias secretas que a chefe acaba por lhe contar, uma das quais é a do Hotel Melancólico, onde viviam artistas que copiavam quadros para ganhar a vida e por onde passou a misteriosa Negra, figura central deste romance, que falsificava sobretudo a obra de Mariette Lydis, a pintora a quem a alta-sociedade de Buenos Aires encomendava os retratos. Um belo dia, porém, a chefe estranhamente não aparece para trabalhar e o mais certo é que lhe tenha acontecido algo de grave; mas, se assim for, como será possível continuar a viver sem saber o fim de todas aquelas histórias que ficaram a meio?
   Depois do internacionalmente aplaudido O Nervo Ótico, este Hotel Melancólico é, de novo, um romance sobre a relação turbulenta entre a arte e a vida, mas também sobre o engano e a manipulação, sobre a realidade e a ficção, sobre o vivido e o contado; uma narração sinuosa, enigmática e envolvente em que as personagens reais parecem de ficção e o contrário também é verdade.

A Autora
   María Gainza nasceu em Buenos Aires, na Argentina, onde foi correspondente do The New York Times e da ArtNews. Por mais de dez anos colaborou regularmente com a revista Artforum e o suplemento Radar do jornal diário Página/12. Orientou cursos para artistas e ateliers de crítica de arte, e foi co-editora da colecção Los Sentidos sobre pintura argentina. Em 2011 publicou Textos Elegidos, uma selecção das suas notas e ensaios sobre a arte do seu país. O Nervo Ótico, publicado em Portugal pelas Publicações Dom Quixote, é o seu primeiro livro de ficção e recebeu o aplauso internacional da crítica.

Ano de Edição / Impressão / 2019
Número Páginas / 752
Dimensões / 235 x 49 x 155 mm
ISBN / 9789892346243
Editora / ASA

Dois mundos opostos. Uma escolha devastadora. Um destino traçado sobre lágrimas.

   Morena e de sorriso cativante, Ellie é uma jovem doce e generosa. As suas origens humildes são denunciadas apenas pelo sotaque pois a sua graciosidade e elegância são naturais. O teatro fascina-a desde sempre. 
   Bonnie é completamente diferente. Dona de uma beleza estonteante, com longos cabelos loiros e olhos de um azul intenso, é mimada e egoísta. Nada nem ninguém, decidiu cedo na vida, a irá impedir de realizar os seus sonhos.
   Os caminhos de ambas cruzam-se quando, após terem sido seduzidas por dois aviadores americanos no final da II Guerra Mundial, resolvem unir os seus talentos e lutar por uma carreira em palco. São mulheres de mundos opostos, mas estão irremediavelmente unidas pelo mais terrível dos segredos...
   Com a Londres do pós-guerra como pano de fundo, Até Sempre, Meu Amor pinta um retrato do mundo glamoroso e implacável do teatro. A história destas jovens fala-nos de sacrifício e ambição, mas sobretudo de uma amizade capaz de resistir a todos os obstáculos.

A Autora
   É autora de uma vasta obra publicada em todo o mundo e uma das escritoras preferidas do público português.
   A sua própria vida é uma grande fonte de inspiração para os seus romances. Quer esteja a escrever sobre a dor do primeiro amor, crianças indesejadas e maltratadas, adopção, pobreza ou ambição, ela viveu tudo isto em primeira mão. Lesley é uma lutadora, e a estabilidade e sucesso que atingiu na sua vida deve-os à escrita.
   Com o apoio da editora Penguin, criou o Women of Courage Award para distinguir mulheres comuns dotadas de uma coragem extraordinária.