Sinopse:
   O objectivo é fazer-te agarrar quem merece estar na tua vida e largar quem nada faz por estar nela.
   Este é um livro sobre o leitor. Sobre todas as pessoas que não conseguem expressar por palavras o que vai dentro delas. A missão de Raul Minhalma é dar voz aos corações que sofrem e às mentes que sonham e não querem deixar de acreditar no amor e na vida. É fazer o leitor sentir-se ouvido, compreendido e confortado, na dor ou na alegria. 
   Larga Quem Não Te Agarra é composto por 500 textos com os relacionamentos como tema central. Pretende expor as angústias pelas quais todos passamos mas também, e acima de tudo, invocar o amor pelo próximo e por si mesmo. Este livro tem o poder de mudar a forma como nos relacionamos com os outros e como encaramos a vida. Quem absorver cada uma das suas palavras será uma pessoa mais forte e confiante quando chegar à última página.

Opinião:
   Este ano, tenho tentado ler mais alguns autores portugueses pois penso que temos que valorizar o talento nacional. Após ouvir falar imenso sobre este autor, decidi dar uma oportunidade à sua escrita e comprei este livro em segunda-mão sem saber muito bem o que esperar.
   Este livro é, na verdade, uma compilação de diversos textos escritos por Raul Minh'alma. É um só volume que acaba por conter várias histórias, com vários temas. 
   O grande mote deste livro, e dos seus diversos textos, são os relacionamentos. Contudo, dentro deste grande tema, temos muitos outros subtemas que se entrelaçam no grande tema central. Este livro consegue englobar amor, desamor, tristeza, solidão, revolta, entendimento e acima de tudo reflexões muito profundas.
   É inevitável que, ao longo da leitura, nos identifiquemos com alguns textos e fiquemos a sentir que poderiam ter sido escritos por nós ou para nós. Esse é, para mim, um dos pontos mais fortes e interessantes deste livro.
   Não sei se foi o livro ideal para começar, ou se os outros romances do autor serão muito diferentes deste volume, mas posso dizer que gostei muito deste meu primeiro contacto com a escrita de Raul Minh'alma.
   Se fosse pegar agora neste livro, teria provavelmente intercalado esta leitura com outras. Penso que se o tivesse feito teria tido mais tempo para digerir certos textos e reflectir de forma mais profunda sobre eles. Este é, a meu ver, o livro ideal para se ir lendo aos poucos e voltar a reler algumas passagem quando estamos a sentir ou a passar por uma fase semelhante à descrita nestes textos.
   Esta acabou por ser uma leitura surpreendente que me deixou muito curiosa para ler outros livros deste autor, que julgo ainda ter muito para dar à literatura nacional.
   Recomendo a todos os que gostam de um livro que leve à reflexão e tenham  especial interesse numa leitura sobre relacionamentos e a sua complexidade.

Classificação:

   Encontrei esta arte no facebook e não resisti em partilhar convosco. Parabéns ao artista que fez este trabalho maravilhoso.
   Porque a humanidade gera a sua própria queda, e o ser humano consegue ser muito desumano.
   Esta situação, além de tantas outras onde falta humanidade, entristece-me e revolta-me profundamente.
   Por um mundo mais humano e com mais respeito pelos animais, plantas, planeta e até uns pelos outros.
   Desculpem lá o desabafo, mas hoje tinha mesmo que ser.
   Até breve...
Ano de Edição / Impressão / 2019
Número Páginas / 168 
Dimensões / 235 x 12 x 156 mm 
ISBN / 9789897801686 
Editora / OFICINA DO LIVRO

   Beatriz é uma mulher, igual a tantas outras, que perdeu os seus sonhos, depois de uma existência dedicada à família.
   Encontra-se a meio da vida — se é que existe um meio em cada vida —, sente-se realizada profissionalmente, é pouco ambiciosa, tem dois filhos adolescentes e um marido com quem foi perdendo o diálogo e um motivo razoável para ficarem juntos; a somar a tudo isto, passa a ter a seu cargo a mãe, doente oncológica.
   Este auge de dor irá transformá-la, criando nela uma metamorfose — algo de que, por vezes, todos nós precisamos para alterar o rumo da nossa vida e dar-lhe sentido.

A autora
   Ana Isabel Silvestre nasceu em Lisboa, em 10 de Junho de 1967. Em criança, costumava escrever pequenos livros que nunca terminava, mas que dava à família para ler. Viveu durante dois anos no Faial, onde trabalhou como jornalista no Correio da Horta. Foi, até Janeiro de 2005, responsável pelo Departamento de Recursos Humanos do jornal O Independente. Publicou o primeiro romance em Outubro de 2013, com o título de Eu sabia, estava escrito. Seguiram-se-lhe Água e Sal, Apaixona-me e Sinto-Te. Segunda-feira é o seu quinto livro. É casada, tem três filhos.

Sinopse:
   O meu novo chefe adora impor regras. E há uma que ninguém se atreve a quebrar: nunca tocar na banana dele. A sério. O tipo é viciado em bananas. E eu, claro, fui logo tocar na dele. Pior, pu-la na boca. Mastiguei... e até engoli. E foi nesse momento que ele apareceu. E, acreditem em mim, foi mau. Muito mau! Mas deixem-me começar pelo início…
   Antes de tocar na banana de um bilionário, eu tinha acabado de conseguir o meu primeiro trabalho a sério como jornalista. Nada das tretas do costume. Nada de entrevistas a lixeiros sobre as suas rotas preferidas, ou artigos sobre a importância de apanhar caca de cão nos jardins. Já dei para esse peditório.
   Esta era a minha grande oportunidade. Podia provar ao mundo que não era uma trapalhona. A missão: infiltrar-me na Galleon Enterprises para investigar as suspeitas de corrupção.
   Já estão a ouvir a banda sonora do James Bond a tocar, não estão?
   Eu ia ser um sucesso. Só tinha de conseguir o lugar de estagiária e não dar cabo da entrevista com Bruce Chamberson.
   Agora avancem até ao momento imediatamente antes da entrevista. Sim, eu sou aquela ali de banana na mão. Uma banana com o nome dele escrito a marcador preto. É aí que ele entra e me apanha em flagrante de fruta na mão. Pouco depois, contrata-me.
   Pois, eu sei. Também a mim me pareceu estranho…

Opinião:
   Este é o primeiro livro, desta escritora, que tenho oportunidade de ler. O título chamou-me logo à atenção, como é normal, e ao ler a sinopse fiquei convencida que seria uma leitura agradável e divertida. O facto é que as minhas expectativas acabaram por se cumprir.
  Penelope Bloom traz-nos uma história contada em duas perspectivas diferentes, ora de Natacha, ora de Bruce. Sempre gostei de livros narrados com várias vozes, dão-nos uma história sempre muito mais rica do que sendo apenas unilateral. O facto de serem vozes de géneros distintos, feminino e masculino, torna o livro ainda mais interessante em termos de narrativa.
   A escrita é fluída e cativante, ficamos agarrados nas primeiras páginas e queremos descobrir rapidamente como é que a história se vai desenvolvendo e como vai terminar. Foi um livro que li em tempo recorde.
   Este é uma história com cenas divertidas, gostei muito do lado mais instável e problemático de Bruce e adorei a capacidade de desafio de Natacha. Apesar de algumas situações e desenvolvimentos serem previsíveis e até um pouco cliché, existem outros pontos mais profundos na história que me surpreenderam pela positiva e acabam por equilibrar um pouco mais a narrativa.
   Penso que algumas questões poderiam ser um pouco mais polidas e trabalhadas, de forma a evitar algumas incongruências que pude constatar ao longo da leitura. Contudo, estas pequenas lacunas acabam por não afectar a narrativa principal de forma muito significativa.
   Apesar destas pequenas questões que não me agradaram a 100%, esta acabou por ser uma leitura leve e agradável que me deixou a desejar ler mais livros desta escritora, nomeadamente o seu mais recente romance que já chegou a Portugal intitulado "A Cereja Dela". Quero dar mais uma oportunidade à sua escrita pois tem bons elementos que, a meu ver, só precisam de ser abordados de forma mais polida.
   Recomendo a todos os que pretender ler um livro leve, com romance e um toque de humor. 

Classificação: