Uma história de vários amores que atravessa gerações 

   Depois da estreia com Cartas com amor, o relato de uma relação amorosa entre duas mulheres, Helena de Macedo regressa com uma nova história de afectos e paixões. O binóculo mágico é a mais recente novidade da Coolbooks e já está disponível. 
   Com a escrita delicada que evidenciou no seu primeiro romance, a autora apresenta uma narrativa em que o amor prevalece para lá da morte e se apresenta sob várias formas: o proibido, o familiar e o que é partilhado em casal. 
   Em O binóculo mágico, os leitores conhecem o Conde, cuja grande paixão da sua vida, Amélia, lhe foi proibida pela diferença de estatuto social. Este homem de 97 anos vive numa grande propriedade de família convertida em parque comercial. É aí que trabalham Sara, funcionária de uma livraria, e Vicente, um jovem casal que ali se conhece e se apaixona e que capta o interesse do Conde, que volta a dar uso aos seus velhos binóculos de ópera para os observar e que com eles desenvolve uma relação de amizade. 
   O que o nonagenário e a jovem livreira não podiam prever é que entre os dois existisse um laço familiar que traz para o presente a velha e proibida paixão do Conde por Amélia. 

SOBRE O LIVRO 
   O Conde amava Amélia - um amor inaceitável para a sociedade e para sempre perdido depois de uma separação indesejada. A clausura de décadas que se segue quebra-se apenas com a chegada de Vasco, que o convida a regressar à vida. 
   Sara aparece. A sua presença reacende aquele amor nunca esquecido, toca a flor da pele, mexe com os sentidos e faz buscar os remendos sólidos para o que ficou por viver. 
   O binóculo mágico conta-nos a história de um amor que ultrapassa as barreiras do tempo. Fala-nos da esperança, da mistura mágica entre o passado e o presente. Porque o que tem de acontecer, acontece, não importa quando, nem como, nem com quem.

SOBRE A AUTORA 
   Helena de Macedo nasceu S. Tomé e Príncipe, em Agosto de 1966, e veio para Portugal em Outubro de 1974. Nunca perdeu as suas raízes africanas e as peripécias vividas durante a infância, o clima e o sentimento de liberdade marcaram o desenvolvimento da sua personalidade, sempre aventureira, destemida e imaginativa. 
   Aos 20 anos, a necessidade de assimilar o máximo do que o mundo tem para oferecer foi mais forte: saiu de Portugal para trabalhar em navios, sempre à procura de novos desafios e novas aprendizagens. Após alguns anos de interregno, proporcionou-se o regresso ao mar e a oportunidade de conhecer o mundo, abrir e enriquecer horizontes. 
   O primeiro romance foi escrito aos 13 anos e a partir daí escrever tornou-se mais do que um passatempo, respondendo à sua necessidade de dar forma ao que observa, a desafia e inspira. Cartas com Amor é o seu primeiro romance publicado.
Coleção: Noivas da Regência - volume II
Ano de Edição / Impressão / 2019
Número Páginas / 352 
Dimensões / 235 x 23 x 157 mm 
ISBN / 9789897800931 
Editora / QUINTA ESSÊNCIA

   Colin MacHugh é um homem de muitos talentos. Foi capitão no exército, liderou homens, resolveu problemas e lutou com valentia. Agora, porém, a sua luta é outra... contra as jovens debutantes com ideias de arranjar marido. Até ao dia em que conhece a intrigante Miss Anwen Windham, cuja natureza reservada é rara e suficientemente enigmática para o cativar. E quando ela lhe pede ajuda para angariar fundos para um orfanato, Colin não hesita em aceder...
   De facto, o jovem escocês parece ter sido a escolha ideal. Para além de saber lidar com os pequenos malandros, parece genuinamente interessado nas ideias de Anwen. Por sua vez, a jovem dificilmente consegue resistir àquele encantador sotaque. Mas Colin tem inimigos dispostos a tudo para o derrubar. Se partir, será o fim do orfanato... Se ficar, poderá pôr em risco o seu futuro com Anwen... e até a própria vida.

   “Grace Burrowes escreve com o coração. Quem não lê os livros dela, está a perder os melhores romances da Regência!” 
Elizabeth Hoyt

A Autora
   Grace Burrowes foi sempre adepta da escrita e da leitura, mas também deu aulas de piano e de ballet, escreveu textos técnicos e tirou o curso de Direito. 
   Foi só depois de a filha sair de casa que resolveu dedicar-se à ficção. 
   Nesse momento abriu-se uma porta, pois Grace não parou mais de escrever… 
   Actualmente vive numa zona rural de Maryland, EUA, e adora receber cartas dos fãs.

   O tempo voa e já estamos na penúltima quinta-feira de Março, por isso trago-vos hoje o post semanal relacionado com a sétima arte. Através deste post podem manter-se sempre informados sobre os filmes que vão chegando às salas de cinema. 
   Sem mais delongas, esta semana podem ver as seguintes estreias:

                

                


   Se desejarem mais informações sobre algum dos filmes podem clicar nos respectivos cartazes, e serão redireccionados para a página de cada um deles. 
   Das estreias da semana, não há, novamente, assim nenhum filme que faça questão de ver numa sala de cinema.
   E vocês? O que pensam das estreias da semana? Estão a planear assistir a algum destes filmes no cinema? Contem-me tudo nos comentários.
   Até breve...

Sinopse:

   Lisboa, 1 de Novembro de 1755. A manhã nasce calma na cidade, mas na prisão da Inquisição, no Rossio, irmã Margarida, uma jovem freira condenada a morrer na fogueira, tenta enforcar-se na sua cela. Na sua casa em Santa Catarina, Hugh Gold, um capitão inglês, observa o rio e sonha com os seus tempos de marinheiro. Na Igreja de São Vicente de Fora, antes da missa começar, um rapaz zanga-se com sua mãe porque quer voltar a casa para ir buscar a sua irmã gémea. Em Belém, um ajudante de escrivão assiste à missa, na presença do Rei D. José. E, no Limoeiro, o pirata Santamaria envolve-se numa luta feroz com um gangue de desertores espanhóis. 
   De repente, às nove e meia da manhã, a cidade começa a tremer. Com uma violência nunca vista, a terra esventra-se, as casa caem, os tectos das igrejas abatem, e o caos gera-se, matando milhares. Nas horas seguintes, uma onda gigante submerge o terreiro do Paço e durante vários dias incêndios colossais vão atemorizar a capital do reino. Perdidos e atordoados, os sobreviventes andam pelas ruas, à procura dos seus destinos. Enquanto Sebastião José de Carvalho e Melo tenta reorganizar a cidade, um pirata e uma freira tentam fugir da justiça, um inglês tenta encontrar o seu dinheiro e um rapaz de doze anos tenta encontrar a sua irmã gémea, soterrada nos escombros.


Opinião:
   Nunca tinha lido nada deste autor, mas já há muito tempo que tinha vontade de pegar num dos seus livros. Uma vez que o terramoto de 1755 foi um evento que sempre despertou o meu interesse, nada melhor do que este livro para começar a ler Domingos Amaral.
   Este livro é uma viagem contada através de vários personagens, de classes sociais, géneros e personalidades muito distintas, que nos vão mostrando como foi viver aquele fatídico 1 de Novembro, bem como alguns dias que se seguiram, tendo ainda um vislumbre do passado de cada uma delas.
   É um livro que, ao contrário do que eu esperava, acaba por apostar mais no romance do que propriamente factos sobre o grande terramoto de 1755. Ainda assim, podemos contar com figuras, e factos, reais da história que nos dão a conhecer um pouco mais sobre o que foi feito para superar tamanho desastre, ocorrido na nossa capital. 
   Uma das figuras muito referenciadas é Sebastião José de Carvalho e Melo, posteriormente conhecido como Marquês de Pombal, que impulsionou a reconstrução depois de toda a catástrofe e tomou medidas tendo em conta o lado mais prático e mais vantajoso para os negócios do pais. 
   Ao longo da narrativa, está evidente a forte componente religiosa que dominava a cidade na época, sendo que qualquer desastre era claramente apontado como castigo por não serem cumpridos os desígnios de Deus. Esta visão faz contraste com outras mais práticas e realistas, que já nessa época começavam a surgir, e foi muito interessante ver toda a dualidade de ideias e até alguns conflitos entre ambas as partes.
   Além da parte religiosa, dramática e factual, temos uma grande componente romântica, humana, amorosa, solidária e um sentimento de esperança presente ao longo da narrativa.
   O único ponto menos positivo, para mim, foi o facto de o autor colocar as falas do capitão inglês com uma estranha mistura de português e inglês. Percebo que a ideia fosse dar a entender que este ainda não dominava a língua portuguesa, mas acabou por se tornar extremamente irritante ao longo da leitura deste livro. 
   Contudo, foi uma leitura agradável que recomendo a todos os fãs de romance, que queiram mergulhar na história do terramoto de 1755, e descobrir um pouco mais sobre essa época.


Classificação: